Material: fragmento de nervo sural (biopsia de nervo) ou nervo fibular superficial associado a músculo peroneal curto (biopsia neuromuscular)

Técnicas:
1- inclusão em parafina.
2- congelação
3- fixação em glutaraldeído e tetróxido com cortes semi-finos e eventualmente, ultra-finos.


Colorações:

 
Hematoxilina-Eosina

Masson

Vermelho Congo
 







Retirada de fragmento de músculo bíceps braquial ou vasto lateral dependendo do grau de acometimento do músculo examinado. O espécime é submetido à congelação em nitrogênio líquido e posteriormente são realizadas 16 diferentes colorações. A biopsia por parafina é realizada nos casos de suspeita de miopatia inflamatória, pois esse procedimento é mais fiel para a identificação de infiltrado inflamatório.

Obs.: Deve-se evitar realizar a eletroneuromiografia no músculo que será biopsiado, geralmente o lado esquerdo, pois o exame pode causar artefatos que prejudicariam a análise anátomo-patológica.


 
Hematoxilina Eosina (parafina)

Hematoxilina Eosina (congelação)

Tricromo de Gomori
modificado

PAS
         
 
Oil Red O

NADH

SDH

Menadiona
         
  Miofosforilase

Fosfofrutoquinase

ATPase 4.3

ATPase 9.4
         
 
Fosfatase ácida

Fosfatase alcalina

Citocromo C oxidase (Cox)
Vermelho Congo
(quando necessário)








O que é esse exame? Como é feito? Para que serve?


Observamos um número crescente de métodos de investigação diagnóstica na medicina e no que concerne a investigação neurológica os meios e os métodos têm evoluído assustadoramente.

Na verdade, a eletroneuromiografia não é um método novo e sim um meio de investigação diagnóstica no que se refere às doenças do sistema nervoso periférico.

A dificuldade começa pelo próprio nome: "eletroneuromiografia".

"Eletro" refere-se ao estudo elétrico, "neuro" refere-se aos nervos, "mio" aos músculos e "grafia" ao estudo gráfico. Então podemos dizer que "eletroneuromiografia" trata-se do estudo eletrofisiológico dos nervos e músculos, através da sua análise gráfica.

O estudo é feito em duas etapas. A primeira através de estímulos elétricos nos nervos em que suspeitamos poderem estar acometidos e a resposta dos nervos são registradas em gráficos. A Segunda etapa é realizada com pequenas agulhas, chamadas "eletrodos de agulha" porque são específicas para o estudo dos músculos; nessa fase, observa-se como o músculo se comporta tanto no repouso como quando se pede ao paciente para realizar esforço muscular. Tanto o estímulo elétrico como o estudo com agulha são situações que podem ser incômodas mas, havendo colaboração e tranqüilidade do paciente, associados à técnica do examinador, o exame pode ser realizado sem dificuldades e o menos indesejável possível.

As principais indicações desse exame são as doenças que possam estar envolvendo os nervos e músculos:

Diabetes, Doenças Reumatológicas (vasculite, arterite, polimiosite), doenças da tireóide, distúrbios metabólicos, doenças heredodegenerativas (neuropatias e miopatias) neuropatias tóxicas (álcool etílico, agentes químicos em geral (utilizados na lavoura, em artes plásticas, em empresas).

Doenças que acometem as raízes dos nervos (Hérnias de Disco, inflamações das raízes); doenças secundárias a traumas de coluna vertebral, ou traumas ortopédicos levando a compressão ou secção dos nervos; doenças ocasionadas pela "compressão" de nervos devido à movimentação ou posturas inadequadas, geralmente em tempo prolongado.

Aqui se encaixam as doenças relacionadas ao trabalho, chamadas de LER (lesão por esforço repetitivo) ou DORT (doença osteomuscular relacionada ao trabalho) onde os nervos e músculos podem ser acometidos.

Cabe salientar que, a eletroneuromiografia deve ser sempre realizada nos 4 membros pois, muitas doenças sistêmicas podem iniciar em um segmento clinicamente mas, apresentar sinais incipientes de acometimento em segmentos assintomáticos.



  Obs.: Todos os procedimentos são realizados na própria Myogenética com anestesia local.




 



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